Log de Amber - Parte 2/3
Ricardo: A praça das cerejeiras parecia um local atarefado a meio da manhã, mas na verdade a hora de maior azáfama já passara. Os melhores negócios fazem-se sempre logo de manhãzinha, quando ainda há muito para vender. Ricardo: Gabriel parou por uns momentos em frente à porta de Nacara, com o punho fechado no ar e preparado para bater. Aquela sempre fora como que uma sua segunda casa. Já se sentira lá mais à vontade do que no seu próprio quarto no castelo. Muitos tinham sido os momentos despreocupados que passara lá com Nacara. Ela era a sua melhor amiga. E agora, prestes a bater à porta, sentia-se um perfeito estranho, ou pior, uma visita indesejada. Ricardo: Gabriel, tentando não pensar muito nisso, apressou-se então a bater, antes que perdesse a coragem. Ricardo: (toma!) Raquel: A espera era agoniante, pareceu durar para sempre, mas no fundo ao fim de poucos segundos a porta foi aberta para trás, para mostrar Lazuli Halifax. O sorriso educado com que ela começara a abrir a porta transformou-se em confusão e depois uma dureza defensiva. Ricardo: (argh!!!) Raquel: Aproveitando-se do facto de Gabriel não ser ainda oficialmente família real, Lazuli limitou-se a tapar o caminho com o seu próprio corpo e a olhá-lo em desafio, um braço apoiado na porta e outro na ombreira. "Sim?" Raquel: (hehehe, força!) Ricardo: Gabriel não tinha nada contra Lazuli, antes pelo contrário, mas ela não era de todo a pessoa que ele queria encontrar. Com a Nacara ele tinha confiança, fazia uma boa ideia de como começar a abordar o assunto e lhe tentar dar a volta... melhor que isso, ela estava fragilizada e sem dúvida que um bocado de atenção para com ela seria meio-caminho para desfazer o mal que fora feito. Ricardo: Lazuli era o perfeito oposto de tudo isso. Notava-se que estava determinada a não deixar que Gabriel se aproximasse mais um metro que fosse da sua irmã. Ricardo: "Bom dia," disse Gabriel, um pouco baixinho demais. Pigarreou. "Vinha ver... vinha ver-vos às duas. Devo-mos um grande pedido de desculpas e umas tantas explicações." Ricardo: (tu!) Raquel: Lazuli não reagiu logo, ficou apenas ali especada, olhando Gabriel com os seus olhos verdes implacáveis, tão parecidos com os de Nacara. Por fim, olhou por cima do ombro, como se distraida por algum som de dentro da casa, e logo voltou a encarar Gabriel. "Entre," disse ela por fim, abrindo mais a porta e dando um passo para o lado. Raquel: Depois de fechar a porta atrás de Gabriel, Lazuli precedeu-o em direcção à sala. Já não havia vestígios da passagem de Penta Kness por ali, a não ser a falta do centro de mesa, que se partira na noite anterior. Raquel: Nacara estava semi-deitada num sofá, e pelo aspecto da cena, Gabriel tinha interrompido um ameno pequeno-almoço entre as duas irmãs. Lazuli apontou uma cadeira. "Sente-se e explique-se," disse Lazuli, retomando o seu lugar ao pé da irmã. Ricardo: (que fria!) Raquel: (está lixada contigo) Raquel: "Lazuli..." admoestou Nacara baixinho, afastando o tabuleiro com os restos da sua refeição. Da irmã não conseguiu mais do que um franzir de sobrolho preocupado. Virando-se para Gabriel, Nacara falou mais alto. "Bons dias. Queres tomar alguma coisa?" Raquel: (força) Ricardo: "Bom dia, Nacara. Pareces melhor," repondeu-lhe Gabriel. Depois virou-se para Lazuli e disse "Um copo de algo fresco seria bom, obrigado." Raquel: (iii, a tratar a senhora como se fosse criada... bonito...) Ricardo: Gabriel conhecia bem a casa de Nacara e sabia perfeitamente que, especialmente nesta altura do ano, as bebidas espirituosas mais frescas estariam na cave. Assim poderia estar um bocadinho a sós com Nacara. É claro que Lazuli lhe podia simplesmente dar um copo de vinho quente tirado do ármario... ela certamente tinha cara de quem não estava ali para lhe fazer favores. Ricardo: (eheh... your call!) Raquel: Lazuli empalideceu e fitou Gabriel com dureza no olhar. Ia claramente abrir a boca para dizer algo quando foi interrompida pela voz suave de Nacara. "Importas-te, Lazuli? Acho que há qualquer coisa na cave." Raquel: O tom pareceu ser o suficiente. Numa rápida transformação, Lazuli apontou um sorriso doce à irmã e levantou-se. "Claro. Volto já." Lançando um último olhar de aviso ao baronete, Lazuli desapareceu com uma passada decidida. Raquel: Nacara passou uma mão pelo cabelo negro curto e estudou Gabriel atentamente com o olhar. Ainda havia desilusão nas órbitas verdes. Raquel: "Vieste só para ver como eu estava?"perguntou por fim. Raquel: (força) Ricardo: Agarrando a oportunidade, Gabriel sentou-se confortavelmente ao lado de Nacara no sofá. Dali já ia ser difícil tirá-lo. Ricardo: "E como é que estás tu? Já quase não te via..." Gabriel pensou um bocado, "para aí desde a confusão no casamento. Gostava de te ter ido visitar mais vezes ao retiro, mas sabes como é. Além disso, o teu pai quase que negava que estivesses lá em casa; mas via-se que o velhote estava contente por te ter de volta. Espero que as coisas tenham melhorado entre vocês..." Ricardo: (comments?) Raquel: Nacara encolheu os ombros e escolheu não comentar a situação dentro da sua família. "Aprecio o esforço para me encontrarem, não julgues que sou ingrata, mas precisava de espaço," explicou ela. "A recuperação tem sido... lenta." Raquel: (força) Ricardo: "Eu sei, Nacara. Não te preocupes," disse Gabriel dando umas palmadinhas ao de leve na coxa de Nacara. "Além disso, quem está aqui para pedir perdão sou eu. Quanto te vi ontem... Santo Unicórnio!" Raquel: (LOL!) Ricardo: "Pensei que te fosse dar um ataque. Não te quero causar nenhum mal. Sabes isso, não sabes?" perguntou Gabriel, esperançado. Ricardo: "Estou numa posição difícil," disse Gabriel, recostando-se no sofá e olhando para o pedaço de chão que via entre os seus joelhos. Ricardo: "Aquela rapariga - mulher - o que lhe quiseres chamar, ela tem informações sobre o meu passado que eu preciso. Que diabo, ela sabe como ajudar a nossa Daphne! E é uma das comandantes do exército das cortes que temos às portas do reino; tudo o que sacar dela pode ser vital para a sobrevivência de Amber." Ricardo: "Infelizmente, também é uma autêntica cobra venenosa," suspirou ele. "Preciso de escolher cuidadosamente o terreno se quero obter algo dela sem ter vender a minha alma em troca." Ricardo: (tu?) RitaJamieson says: Nacara ouviu pacientemente enquanto Gabriel falava e falava, mas o seu olhar nem por isso se suavizou. Ainda havia algo de reserva e desilusão naqueles olhos. E então ela aproveitou uma pausa para falar. Raquel: "Não sei quanto à tua alma, Gabriel, mas o teu corpo..." Nacara deixou a farpa entrar antes de continuar. "Não te dei acesso à minha casa para a usares como... sei lá. Caramba, Gabriel, a tua esposa está de cama por te salvar a vida e tu andas a usar a minha casa para a trair?!" A intensidade da sua voz tinha aumentado até ela acabar a frase quase num rosnado. Raquel: (go ahead) The Goodfather says: "Pois, a tua casa. Realmente nem mencionei esse pequeno detalhe, pois não?" The Goodfather says: "Na verdade, não sei o que estava a pensar. Se calhar estava com esperanças que já cá estivesses e a tivesse de a mandar embora. Ainda bem que apareceram quando apareceram. Safei-me por pouco, não foi?" Ricardo: (next!) RitaJamieson says: (então aqui vai água... ) Raquel: Aqueles olhos verdes continuaram a olhá-lo em tom acusador. "Não parecias nada interessado em que te 'safassem', quando chegámos," disse simplesmente Nacara numa voz mais grave. Raquel: "E também nunca conheci ninguém da família real," continuou ela no mesmo fôlego, "que tivesse dificuldades em dizer que não a uma... senhora, se é que a palavra se aplica." Raquel: (força) Ricardo: Gabriel fez um sorriso triste. "Bom, não te vou mentir, Nacara. Penta - Lady Kness - tem os seus encantos. E eu... bom... realmente não há nada que me possa desculpar, pois não?" Ricardo: (comments? ) Raquel: Sem palavras, Nacara abanou a cabeça devagar, de novo a desilusão espelhando-se nos seus olhos. Raquel: (podes continuar) Ricardo: (ei, não podemos rolar os dados, como em PTA, e ver se o conflito central da cena - convencer a Nacara - é conseguido, eheh? ) Raquel: (sorry, estava distraida com a trad. Népia de dados, pá, tens de confiar em mim. Arranja-me um argumento convincente ) Raquel: (Se é que consegues...) Ricardo: (hmmm.... she made me do it?) Raquel: (Yeah, right...) Raquel: (Quem é que estava por cima mesmo?) Ricardo: (bom, tecnicamente é complicado... ela estava reclinada numa mesa e eu estava de pé! além disso, podia alegar que foi ela quem se meteu debaixo de mim!) Raquel: (LOL!) Ricardo: Gabriel nunca vira Nacara assim. Conseguia ser mais triste do que vê-la às portas da morte, numa das camas da enfermaria do castelo. Que podia ele fazer? Ricardo: "Nacara..." disse Gabriel, atento aos passos vindos da cozinha que se aproximavam, "há alguma coisa que eu possa fazer para me perdoares. Qualquer coisa. Quero continuar a ter-te como melhor amiga." Ricardo: (força!) Raquel: (agora é que me lixaste...) Ricardo: (supreende-me... ou então faz entrar a Lazuli, eheh) Raquel: Nacara abanou a cabeça e baixou o olhar para o seu colo, ondas de cabelo curto negro acariciando-lhe sem querer as faces pálidas. "Não sei Gabriel. O que fizeste - ou ias fazendo, não interessa, a intenção estava lá - é indecente. Chegaste sequer a pensar na pobre Trisha?" acusou ela. Raquel: E foi precisamente nesse momento inconveniente que Lazuli voltou a entrar na sala, com uma bebida fresca na mão. Com a maior das boas-educações, sorriu e entregou o copo ao Gabriel, sentando-se de seguida numa das cadeiras. O efeito de polidez só foi estragado pelo facto de o sorriso não lhe alcançar os olhos. Raquel: (go ahead) Ricardo: "Pensei, mas só depois..." admitiu Gabriel, desviando os olhos para o copo que Lazuli lhe trouxera. Ricardo: ('Pensei, mas só depois'... tipo, quando chegou a casa??) Raquel: (hehehe) Ricardo: "Bom, Lazuli, agora que está aqui também..." disse Gabriel encarando aquele par gelado de olhos verdes. "Estava justamente a apresentar as minhas desculpas à Nacara pelo sucedido. Não tinha o direito de invadir a casa da sua irmã para conduzir assuntos de... er... estado. E, francamente, o meu comportamento foi imperdoável." Ricardo: (mas que seca... quer dizer, elas invadem a minha privacidade e eu é que tenho de pedir desculpas?? TÁ MAL!!!) Ricardo: (tu!) Raquel: (pá, a casa era delas, não TUA ) Ricardo: (eu sou um príncipe de Amber, deve haver uma lei que diz que eu posso requisitar a casa! ) Raquel: Lazuli olhou do Gabriel para a irmã mais nova e de volta. A dureza no seu olhar suavizou um pouco e ela até conseguiu um sorriso menos frio, mas o gelo ainda demoraria a desaparecer por completo. Raquel: "De facto imperdoável, Gabriel," concordou Nacara, abanando de novo a cabeça e voltando a elevar os olhos para ele. "Uma agente do Caos na minha própria casa... Devias ter parado para pensar." Uma pausa. "A Trisha sabe disto?" Raquel: (força) Ricardo: (gulp!) Ricardo: (ei, mas a Trisha é uma agente do Caos!) Raquel: (Ia-te mandar pra casa, mas resolvi prolongar a tortura ) Raquel: (Prova-o!) Ricardo: À menção do nome da esposa, os cantos da boca de Gabriel abateram-se. "A Trisha? Por Oberon, não! Ela está muito frágil e não quero que saiba. Se ela já se preocupava tanto com as minhas viagens às Cortes do Caos mesmo antes de atentarem contra a minha vida no casamento, imagino como seria se soubesse que ando a tentar fazer jogo duplo com eles." Raquel: (LOL!) Ricardo: (que dizem elas?) Raquel: (vou ver...) Raquel: Lazuli claramente escolhera não fazer parte desta conversa, mas nem por isso se ausentava. A segunda das irmãs Halifax deixou-se ficar sentada, cruzando as pernas e observando o desenrolar da conversa com uma atitude protectora em relação à Nacara. Raquel: Já Nacara parecia ter esquecido a presença da irmã e conversava com Gabriel como se estivessem sozinhos. "Vais esperar que ela descubra por terceiros?" perguntou a jovem com um ar incrédulo. Raquel: (força) Ricardo: (como assim, elas vão-lhe contar?) Raquel: (não sei...) Raquel: (pergunta-lhes ) Ricardo: "Bom, se tudo correr bem ela só virá a saber quando o perigo tiver passado, por mim, claro. Se isto se souber antes, por terceiros, será sinal que não sou grande coisa coisa como espião e que a minha vida corre sério risco. Entendes?" Ricardo: (does she? ) Raquel: Com um sopro, Nacara voltou a abanar a cabeça. "Caramba, Gabriel, às vezes és mesmo ingénuo. Ou então não estás habituado a estas andanças." Uma pausa para inspirar fundo. "Um príncipe de Amber, ou mesmo um baronete, está sempre sob escrutínio. E estas coisas têm tendência a vir a lume." Raquel: Claramente hesitando, Nacara passou dois dedos pela sobrancelha fina. "E o pior é que eu sei. Não tenho a certeza de conseguir mentir à pobra da tua mulher, Gabriel. Ela foi uma amiga preciosa antes do meu... acidente. Eu não seria capaz... percebes?" Raquel: (does he? ) Ricardo: (raios... sempre ela, ela, ela... mas que egocêntrica, eheh!) Raquel: (É da doença) Ricardo: "Percebo-te, e acho justo." Gabriel esfregou a parte detrás do pescoço, em sinal de embaraço. "Não quero que mintas por minha causa. Toma a decisão que a tua consciência ditar e não te prendas por mim. Pode ser?" Ricardo: (pode?) Ricardo: "Mas há mais uma coisa... ainda sou o responsável moral por algumas peças de loiça partidas. E pelo centro de mesa que deixou de existir. Pensei que podiamos dar um pequeno passeio até ao mercado, e encontrar uns substitutos à altura. Está um óptimo dia lá fora. Ia fazer-te bem," disse Gabriel, poisando a mão na coxa de Nacara e dando-lhe um apertão fraternal. Ricardo: (e pronto!) Raquel: (tch, *fraternal*... tsk tsk... ) Raquel: Vendo a hesitação momentânea da irmã, Lazuli inclinou-se para a frente, apoiando uma mão na sua perna cruzada. "A minha irmã ainda está um pouco fraca, baronete. Não creio que seja aconselhável um grande passeio hoje." Raquel: Nacara fez uma careta. "Algum dia tenho de tentar," aventurou com pouca esperança de convencer a irmã. E de facto Lazuli lançou-lhe um olhar severo e ao mesmo tempo protector. Raquel: (força!) Ricardo: (mas era giro... o Vortex Walash ver-nos a passear aos dois!) Raquel: (era lindo!) Ricardo: "Ora, são só uns quarteirões," disse Gabriel, bastante feliz por ter acabado com a parte da conversa que não lhe interessava. "O sol vai fazer-te bem; continuas muito pálida." Ricardo: Depois virou-se para Lazuli. "Eu não deixo que nada lhe aconteça. Se ela se sentir cansada, trago-a ao colo eu mesmo. Vai ser divertido!" Ricardo: (não vai?) Raquel: As duas irmãs olharam-se e passou alguma comunicação silenciosa entre os olhares delas. Ao fim de alguns momentos Lazuli falou por fim, dirigindo a palavra à irmã. "Bom, a vida é tua. Albarde-se o burro à vontade do dono..." E com isso a criadora de cavalos encolheu os ombros e suspirou. Ricardo: (ei, a quem é que ela está a chamar burro? a mim ou à Nacara? Raquel: Nacara sorriu. "De qualquer modo já descansei a manhã inteira, posso aguentar um passeiozinho," argumentou. Depois virando um olhar meio-reprovador, meio-divertido ao Gabriel: "Mas havia de ser bonito que andasses por aí comigo ao colo. Chama-se uma caleche ou liteira, se chegar a isso," assegurou, mais para benefício da irmã. Raquel: (era à Nacara força!) Ricardo: "Ei, não era nada que eu não tivesse já feito," disse Gabriel com um sorriso curioso. "Lembras-te de quando te persegui pelos jardins do baronato? Quanto te agarrei e desatei a correr contigo, acreditaste mesmo que eu te ia atirar para a fonte, ha! Isso foi divertido!" Ricardo: "Bom, então vamos a isso. Quando estiver pronta, minha Lady," disse Gabriel, levantando-se do sofá, pegando delicadamente na mão de Nacara, e fazendo uma vénia para lhe beijar os dedos. Ricardo: (okay, demora lá uns minutinhos para o Vortex ficar muuuuito desconfiado, e depois podemos ir passear. woohoo!) Raquel: (heh, conversa linda!!) Raquel: A memória era agradável - os bons tempos despreocupados antes do rapto - e Nacara não conseguiu evitar uma gargalhada. Com a ajuda da irmã ela levantou-se e retirou-se para se preparar para o passeio. Raquel: (pronto, queres fazer fast forward para uma cena exterior ou continuas a partir daqui?) Ricardo: (FF, please!) Ricardo: Meia-hora mais tarde, já Gabriel e Nacara se passeam pelas ruas de comércio em torno do mercado. Gabriel tinha o cuidado de escolher as zonas menos movimentadas, dedicadas a artigos mais luxuosos, para manter Nacara longe da azáfama da cidade. Fazia também questão de andar devagar, a um passo que Nacara pudesse acompanhar com relativa facilidade. Ricardo: "Que se passa?" perguntou ela ao sair da loja com o embrulho do seu novo centro de mesa dentro de um saco de rede. Gabriel estava a olhar fixamente rua acima, aparentemente concentrado nalguma coisa. Ricardo: "Pensei ter visto alguém que... Não é nada, deixa lá," respondeu ele. Depois acenou através da montra, para o dono da loja, que a pedido de Gabriel tinha evitado mencionar o verdadeiro preço da peça à frente de Nacara. De outro modo, ela provavelmente não teria aceite a prenda. "De certeza absoluta que não preferes que eu carregue isso?" Ricardo: (okay... quando quiseres podes acabar a cena com eles a regressarem à Praça das Cerejeiras. força!) Raquel: (hm, queres fazer/dizer mais alguma coisa com a Nacara? Podia mudar de POV e colocar o Vortex a ver-vos chegar a casa dela, que tal?) Ricardo: (brilhante. força! vou querer ver o que ele pensa disto tudo, eheh!) Raquel: O homem alto deveria ser óbvio entre as pessoas que passeavam pela rua, mas na realidade tinha jeito para passar despercebido. Jeito ou treino. Uma mirada a uma montra aqui, seguir um grupo maior ali, meter conversa com uma ou outra pessoa para disfarçar... Pouco a pouco seguiu um casal pelas ruas da cidade, devagar, com calma... um caçador atrás da presa. Raquel: Um pequeno momento de distracção quase lhe tinha custado o disfarce. Vira o seu alvo esticar o pescoço e perscrutar as gentes na sua direcção geral. Tivera de se escudar atrás de uma liteira e mudar de posição. Depois disso virara a sua capa do avesso. Se a sua presa estivesse à procura de branco agora veria azul. Raquel: Conseguira retomar a perseguição e agora via-se outra vez no ponto de partida: a Praça da Cerejeira. O marido da sua senhora caminhava com uma das Halifax na mão - a que tinha fama de galdéria, Nacara. A mesma que a sua senhora mandara raptar há uns tempos. Sim, Vortex estava a par de tudo, mas nunca lhe arrancariam a verdade dos lábios. Raquel: Trisha Kashlar, a sua senhora, não ia gostar do que ele tinha para lhe contar... Raquel: (força?) Raquel: (não sei que gancho te ofereça para continuares a história) Ricardo: (bom, acho que esta cena pode terminar por aqui... o que podemos jogar mais? Gabriel regressa a casa para uma Trisha que já teve oportunidade de falar com o Vortex? Re-encontro com Penta? Next Week On com tia Fiona? não sei...) Raquel: (A Trisha não haveria de confrontar o Gabriel directamente com isso, creio. Pelo menos não sem antes pensar bem no relato do Vortex.) Raquel: (NWO é isso mesmo, uma cena para a próxima sessão, portanto deixa isso quieto.) Raquel: (Cena com Penta é possível, mas só se evitarmos datas/locais específicos quanto ao tal negóciozinho, porque ainda não pensei nisso e queria deixar espaço de manobra para a sessão de jogo.) Ricardo: okay
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