Coisas que os jogadores fizeram que os colegas e GMs lhes quiseram bater com uma mesa

É uma das threads da RPG.net que mais me tem divertido e feito rir a bom rir - juntamente com a sua irmã Coisas que o GM fez que os jogadores lhe quiseram bater com uma mesa que eu criarei em seguida nestes fóruns. Acho que podemos ter um pouco mais de humor e boa disposição aqui. Começo por esta:

Estamos a jogar GURPS num universo de Fantasy cozinhado pelo GM. Houve uma luta climáctica em que a party tomou uma torre de feiticeiro aos maus, e a minha personagem- um ladrãozito meio-elfo de 15 anos - e o grande feiticeiro do grupo perseguimos o último dos maus. O grande feiticeiro tinha imensos feitiços tirados do GURPS Magic, coisas como Criar Vento a Paralisia a Transformar pedra em lama, a Voar, a Leve como uma pena. O Mau entra numa sala, e quando lá chegamos, o GM descreve um laboratório de alquimia cheio de retortas e de produtos e de um enorme cheiro a enxofre. O Mau entra num pentagrama e começa a fazer invocações - que o Feiticeiro reconhece como sendo Teleportação.

Imediatamente, o seu jogador indica:

- Mando uma fireball!

Wham!

 


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retrato de ricmadeira

Fireball =

Boooooooom!

LOL


retrato de Dwarin

Jogadores idiotas

O jogador hedonista

Sessão de Dungeons & Dragons da caixa vermelha (aprox. 1992) em que eu era o GM: o grupo que já não me recordo muito bem em que classes/raças consiste viaja por uma floresta até que encontrar uma aldeia élfica. Uma grande multidão acolhe os PCs e leva-os até ao palácio do rei (?) élfico (não perguntem Laughing). No interior, todos os PCs fazem uma grande vénia e cumprimentam o rei, etc. quando um dos jogadores se sai com esta:

Idiota: "Como está, rei? Paz, amor e muita f**a!"
GM:?
Outros jogadores: ?

Antes de continuar, devo dizer que sempre que fiz sessões de fantasia, deixei bem claro que não gosto de asneiradas à mesa, principalmente se a fantasia é clássica. Ninguém ouve o Aragorn ou o Gandalf a mandar bojardas e, ainda para mais, isto era D&D e não Warhammer Fantasy Roleplay. Mas continuando: ficaram todos parados. Obviamente que o rei não gostou da brincadeira e mandou prender o idiota. O meu irmão, que na altura jogava, decidiu interceder pelo idiota até porque queriam que o grupo se mantivesse unido. A título excepcional e porque poderia ter sido um deslize do jogador, lá aceitei e o rei pediu ao idiota  que fosse à presença dele e lhe pedisse desculpa.

Idiota: (de joelhos) "Rei, peço muita desculpa. (pausa) E paz, amor e muita f**a!"
GM:???
Outros jogadores: (grandes risadas)

Marcha a personagem do idiota de novo para a cadeia. Lá vai o meu irmão, que por esta altura também já perdia a paciência, interceder de novo pelo idiota. Repetição da cena:

Idiota: (de joelhos) "Pronto, está bem, Rei, agora é peço muita desculpa. (pausa) E paz, amor e muita f**a!"
GM: Ok, é assim. O rei nem te manda para a prisão, és sumariamente executado ali, cortam-te aos bocadinhos e alimentam os cães com os teus bocados. (Isto era mesmo para evitar que o idiota voltasse a jogar, believe me, ele era mesmo idiota.)
Outros jogadores: Ok, nós continuamos para o templo.

O grupo continua na direcção de um templo para o investigar. Rebenta um combate. Todas as personagens lançam a sua iniciativa e declaram as suas acções:

Idiota: Eu ataco um dos orcs
GM: Espera lá. Tu... o quê? A tua personagem está morta.
Idiota: Hã? Mas eu pensei que aquilo tinha sido tudo a brincar!

Os outros jogadores rebentam à gargalhada e o GM só não lhe manda com a mesa na cabeça porque estava atrás do "shield" sem saber se havia de rir ou chorar.

Jogador com déficit de atenção

Shadowrun em que outro era o GM e eu um dos jogadores (e não, não fui eu o jogador a quem queriam bater):

O grupo viajava a pé pelo deserto em direcção a uma cidade. Acampam para pernoitar. O mágico do grupo decide entrar em forma astral e explorar o caminho adiante, e talvez chegar à cidade (em Shadowrun viaja-se extremamente rápido em forma astral). Deita-se no chão e pede a uma outra personagem para o guardar. Convém assinalar que enquanto está em forma astral, o mágico deixa o corpo físico inerte para trás e não pode fazer nada fisicamente até voltar ao corpo. E assim é, uma personagem em forma astral, outra a guardá-lo e os restantes a preparar o acampamento.

Troll (tanto personagem como pessoa): Estou farto desta porcaria de sessão. VOU AVACALHAR!
Eu: O quê?!
Mercenário (que guardava o corpo do mágico): Eu continuo a guardar o corpo.
Troll: Eu ataco o mágico.

Mágico: Eh lá. Acalma-te lá. O mercenário está a guardar-me!
Troll: Então eu ataco o mercenário.
Mercenário: Eu... defendo-me?

Reparem que o GM não abria a boca e aceitava toda a situação como normal. Não ajudou muito à cena que o Troll fosse uma personagem chulada ao máximo e que cada murro era logo para arrancar a cabeça. A situação descambou e, todos, menos o troll, decidiram que era melhor ir ver se estava a chover lá fora do que aguentar aquilo.

"You think I'm old and feeble, do you? Well, face my Flying Windmill Kick, asshole!"


Dwarin escreveu: Troll

Dwarin escreveu:

Troll (tanto personagem como pessoa): Estou farto desta porcaria de sessão. VOU AVACALHAR!

Alguém lhe perguntou porquê é que ele estava a achar a sessão uma porcaria?

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"


retrato de Dwarin

Depois de ler todos os teus

Depois de ler todos os teus posts nesta thread, quer-me parece que te está a passar um bocado ao lado a intenção  do poster original e de todos os que colocaram aqui as suas situações. Não nos interessa reavaliar as causas do que aconteceu mas antes, de uma maneira divertida, relembrar situações que fizeram com que o GM escondesse a cabeça atrás do shield e pensasse: "Pôrra, o que é que deu na cabeça ao jogador A ou B para fazer aquilo?"Laughing

Quanto às intenções do jogador troll, sei lá eu. Levantou-se mal disposto? Estava chateado com alguma coisa off-session? Rebentou-se-lhe uma veia no cérebro? O que interesse é que nada justifica aquilo que ele fez. Ponto final. E depois da sessão, que nem tinha nada a ver com os problemas pessoais que o jogador tem, descamba num combate entre personagens por causa do mesmo, mais vale ir para a rua ver o sol e os passarinhos, não é?

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Dwarin escreveu: Não nos

Dwarin escreveu:

Não nos interessa reavaliar as causas do que aconteceu

Certo, não era isso que estava a fazer hehe, só fiz umas perguntas mais detalhadas à situação do kabukiman porque me pareceu que ele e o Rui estavam a falar de coisas completamente disitintas e não se estavam a perceber.

De resto só quis saber como é que evoluiram algumas das situações, como a do Sgrovi, porque dizer "ai e tal decidimos atirar um bébé de uma prédio em chamas para um gajo cá em baixo o apanhar" e depois não desenvolver é de deixar um gajo agarrado ao ar hehe.

Quanto à tua situação só fiquei curioso sobre o porquê da reacção do jogador, para perceber melhor o contexto da coisa porque pareceu-me uma cena um bocado saida do nada. Enfim... cusquices hehe.

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retrato de kabukiman

Sessão de Dungeon and

Sessão de Dungeon and Dragons. Os meus jogadores encontram uma pequena urna pouco maior que uma mão. Ela continha umas cinzas de um elfo que deveria ser colocada num determinado local para dar paz a um fantasma (eu já tinha dado uma série de dicas). Bem, nem tentam abriar a tampa (que era apenas retira-la, nem lançamentos era necessário): atiram directamente a urna a uma parede para a partir para ver se encontram joias. Mais tarde tiveram de enfrentar o fantasma e a coisa correu mal.

Vampire Dark Ages. Uma cidade onde os jogadores estão é atacada de noite. Uma Pj (que insistiu em ter aparência de 5), vê os primeiros soldados a escalar a muralha num ataque surpresa que mais ninguém vê. Pensam que ela gritou ao alerta? Nãããããã. Corre em direcção aos soldados invasores e pede de joelhos que a poupem. Ñão conseguiu perceber porque é foi violada repetidamente pelos invasores (disse-me que sendo cavaleiros, eles não deveriam fazer isso), pois o código de cavalaria os deveria impedir.


retrato de Rui

kabukiman escreveu: Ñão

kabukiman escreveu:

Ñão conseguiu perceber porque é foi violada repetidamente pelos invasores

Se eu estivesse lá, seria eu a dar-te com a mesa na cabeça. Certamente que ninguém no vosso grupo percebe o trauma emocional de uma mulher violada, ainda para mais repetidas vezes.

Por outro lado, espero que o seu acto heróico tenha salvo a cidade - se vários soldados deixaram de invadir a cidade para se servirem da primeira mulher bonita que lhes salta aos pés, isso deve ter servido para mais alguém ver que havia ali soldados que não faziam parte das forças da cidade, já para não falar dos próprios gritos da mulher, que certamente avisariam alguém.

--~~--

To crush your enemies, to see them driven before you, and to hear the lamentations of their women.
-Noddy, Lord of Darkness


retrato de kabukiman

Rui escreveu: kabukiman

Rui escreveu:

kabukiman escreveu:

Ñão conseguiu perceber porque é foi violada repetidamente pelos invasores

Se eu estivesse lá, seria eu a dar-te com a mesa na cabeça. Certamente que ninguém no vosso grupo percebe o trauma emocional de uma mulher violada, ainda para mais repetidas vezes.

Por outro lado, espero que o seu acto heróico tenha salvo a cidade - se vários soldados deixaram de invadir a cidade para se servirem da primeira mulher bonita que lhes salta aos pés, isso deve ter servido para mais alguém ver que havia ali soldados que não faziam parte das forças da cidade, já para não falar dos próprios gritos da mulher, que certamente avisariam alguém.

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O que é uma coisa tem a ver com a outra? O que deveria ter feito era fugir ou gritar e não colocar-se à mercê dos inimigos (afinal não estavamos a jogar pendragon). Nenhum de nós percebe o trauma emocional de combater e no entanto jogamos soldados em combate. É um mundo de faz de conta sem as partes desagradáveis.

 

 


retrato de Rui

Se não consegues ver que

Se não consegues ver que violar alguém é exactamente o oposto de "é um mundo de faz de conta sem as partes desagradáveis" então acho que há algo de muito errado contigo.

Edit: e posso estar muito enganado, mas uma mulher violada, ou prestes a sê-lo, grita de certeza absoluta.

--~~--

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-Noddy, Lord of Darkness


retrato de kabukiman

Rui escreveu: Se não

Rui escreveu:

Se não consegues ver que violar alguém é exactamente o oposto de "é um mundo de faz de conta sem as partes desagradáveis" então acho que há algo de muito errado contigo.

Edit: e posso estar muito enganado, mas uma mulher violada, ou prestes a sê-lo, grita de certeza absoluta.

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Eu vou repetir: ela foi a correr em direcção ao inimigo (calada, pois eu perguntei-lhe se ela queria gritar e disse-me que não), colocou-se de joelhos em frente a eles; o que esperavas que eu dissesse, que o inimigo começasse a assobiar para o ar e a ignorasse?  Parece-me que o mais sensato teria sido correr na direcção oposta a eles e gritar. E quando digo sem as partes desagradáveis, é porque ninguém é efectivamente magoado. E se nos rpgs as perrsonagens combatem, morrem, são feridas, porque é não se há de fazer uma coisa dessas (violar uma personagem que se porta de forma particularmente estúpida)?

 

 

 


retrato de Rui

Eu percebi o que escreveste

Tu é que não percebeste que não estou a falar de fazer sentido ou não soldados em guerra violarem pessoas - isso toda a gente sabe que acontece.

Como me parece que por muito que te tente explicar que isso é a pior infantilidade e que quem procedeu mal foste tu e não a jogadora e tu NUNCA IRÁS PERCEBER ISSO, remeto-me ao silêncio.

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-Noddy, Lord of Darkness


retrato de Nazgul

Rui escreveu:

Rui escreveu:

... remeto-me ao silêncio.

Provavelmente teria sido a melhor opção logo do inicio...
No exemplo que deste de M&M também não vejo o que o jogador fez de mal...até acho que fez excelente role play, mas como cada jogo é de cada um, opto por não comentar...

Just a tought...

;)

Evil never dies, it just waits to be reborn...


retrato de Rui

Gostos diferentes.

Gostos diferentes. :-)

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retrato de LadyEntropy

Oi, vamos mas é a ter

Oi, vamos mas é a ter calma, porque acho que tu percebeste mal o problema aqui. Ser politicamente correcto é muito bonito e violação é uma coisa muito feia que eu não desejaria ao meu pior inimigo. No entanto, e eu lembro-me porque estava lá, o que realmente fez a jogadora merecer uma mesa na cabeça (e que o Fabiano não explicou muito bem) foi que ela foi a unica que topou os inimigos a aproximar. Em vez de gritar "Aqui d'el rei" que vêm ai inimigos, não senhora... ela foi de mansinho até eles, por-se de joelhos e implorar que não a violassem. Uma gaja. Sózinha. Cigana (ainda se fosse uma lady, os gajos podiam ser nobres e só capturá-la).

Enquanto que o resto da party e da cidade ficou a ver navios E FORAM APANHADOS DE SURPRESA, porque a menina por algum motivo decidiu ir implorar misericórdia em vez de alertar os guardas, os outros vampiros, a populaça. E não me venhas dizer que enquando ela era violada ela podia gritar, porque os soldados burros não eram e obviamente que a iam amordaçar.

E como GM te digo - a violação foi um resultado óbvio das acções dela (eu ia dizer "merecida" mas tu depois ainda me acusavas de ser insensível ao trauma causado por uma violação). Mas ela merecia uma mesa na cabeça porque podia ter impedido o ataque ou pelo menos o massacre que se seguiu se tivesse meremente gritado "Vêm aí soldados atacar-nos!".


retrato de ricmadeira

LadyEntropy escreveu:

LadyEntropy escreveu:

Enquanto que o resto da party e da cidade ficou a ver navios E FORAM APANHADOS DE SURPRESA, porque a menina por algum motivo decidiu ir implorar misericórdia em vez de alertar os guardas, os outros vampiros, a populaça.

Errado. Foram apanhados de surpresa porque nenhum das dezenas ou centenas de guardas que deviam estar de sentinela fizeram o seu trabalho como deve ser (ainda para mais quando as tropas de infiltração inimigas pararam o que estavam a fazer para curtirem um bocadinho), porque o responsável pela defesa da cidade não quis manter as muralhas iluminadas, e porque nenhum Vampiro com Auspex o usou para o que realmente interessava, LOL. ;)


retrato de Dwarin

O que não deixa de ser

O que não deixa de ser idiota o que a jogadora fez.

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retrato de kabukiman

ricmadeira escreveu:

ricmadeira escreveu:
LadyEntropy escreveu:

Enquanto que o resto da party e da cidade ficou a ver navios E FORAM APANHADOS DE SURPRESA, porque a menina por algum motivo decidiu ir implorar misericórdia em vez de alertar os guardas, os outros vampiros, a populaça.

Errado. Foram apanhados de surpresa porque nenhum das dezenas ou centenas de guardas que deviam estar de sentinela fizeram o seu trabalho como deve ser (ainda para mais quando as tropas de infiltração inimigas pararam o que estavam a fazer para curtirem um bocadinho), porque o responsável pela defesa da cidade não quis manter as muralhas iluminadas, e porque nenhum Vampiro com Auspex o usou para o que realmente interessava, LOL. ;)

Nenhum guarda viu o ataque pois era suposto os Pj salvarem a situação ao serem os únicos a dar o alerta; exceptuando a jogadora em questão, os restantes falharam miseravelmente os lançamentos de percepção (se todos tivessem falhado eu daria-lhes uma hipótese). Como ela conseguiu aperceber-se tanto eu como os jogadores ficámos descansados: ela daria o alerta. Depois fomos vendo espantados o que ela fez...

 


retrato de ricmadeira

kabukiman escreveu: Como

kabukiman escreveu:

Como ela conseguiu aperceber-se tanto eu como os jogadores ficámos descansados: ela daria o alerta. Depois fomos vendo espantados o que ela fez...

Normalmente são esses os momentos que mais se prezam nos meus jogos. E tendem a acontecer mais quanto está tudo em jogo, como é o caso. Alguém querer salvar a própria pele e trair tudo o resto... just your average everyday stuff. :)


Já que estão a fazer tanto barulho, também quero

Honestamente a cena da violação em si passa-me um bocado lado, a não ser que tenham acordado não abordar esse tipo de cenas na vossa campanha não vejo interesse nesse acto especificamente e acho que o Rui também não estava a falar disso, por isso vou tentar esclarecer um bocado as coisas com umas perguntas:

1) Depois de ela dizer isso rolou alguma coisa para ver se funcionava o truque ou foste tu que decidiste que era isso que acontecia?

2) Se a resposta à 1) for "Sim" ela depois teve alguma oportunidade rolar para escapar (ou algo parecido)?

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retrato de LadyEntropy

Hã?

Olha lá, agora é que não estou a perceber nada....

Qual truque? Não havia truque. Não havia explicação. Não havia nada....

A situação era a seguinte...

Cidade armada, poucos guardas, mas tinha um portão que se fechava em caso de emergência e ninguém entrava quando ele fechava. Grupo grande de soldados inimigos aproximam-se. PCs estão nas muralhas, GM manda fazer lançamentos de perception, todos falham menos a PC cigana, que... ao ser informada que soldados inimigos se aproximam, desce das muralhas sem dar cavaco a ninguém, sai da cidade, atravessa o rio aproxima-se dos inimigos, cai de joelhos, pede para não ser violada.

Isto a MUITOS metros da cidade, ou seja ninguem a ouve nem ninguem se apercebe do que se está a passar.

2) E sobre escapar, sim, claro que teve, mas ela (vampira novinha com merda de poderes) estava contra tipo 5 gajos, treinados para combate (leia-se força 3 no minimo, contra a força 1 dela)


LadyEntropy escreveu:

LadyEntropy escreveu:

Qual truque? Não havia truque. Não havia explicação. Não havia nada....

Manipulation+Empathy 3 sucessos a 9? por exemplo hehe.

Acho que aquilo que o Rui estava a falar era sobre isto, o jogador não teve oportunidade de tentar pôr a sua ideia em prática e levou logo com uma mesa na cabeça hehe.

De qualquer modo isto está a ficar fora-de-jogo, se alguém achar que vale a pena continuar isto o melhor é abrir outro tópico.

Quanto à outra situação que o kabukiman apresentou:

kabukiman escreveu:

Bem, nem tentam abriar a tampa (que era apenas retira-la, nem lançamentos era necessário): atiram directamente a urna a uma parede para a partir para ver se encontram joias.

Já devias saber que em D&D pensa-se sempre com a carteira primeiro hehe.

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retrato de Rui

Eu tenho uma!

Sessão de Mutants and Masterminds, Teen Supers; tem havido um surto de mortes no liceu, provocado por ingestão de drogas que faz o seu consumidor transformar-se num monstro insano.

Todos os alunos estão a ser interrogados pelos detectives Pitt e Freeman. Um dos alunos era um dos jogadores que se saiu com esta:

GM: Então conte-nos lá o que se lembra do dia das mortes.
Jogador: Eu não tenho grande memória das coisas.
GM: De certeza? Deve lembrar-se de alguma coisa; estava a fazer um teste, de certeza que aquilo que o tirou da sala de testes estará presente na sua memória.
Jogador: Não me lembro mesmo. Estava drogado.
GM: Drogado?
Jogador: Sim.
GM: Muito bem, isso é um caso diferente. Quem lhe deu as drogas?
Jogador: Não sei, estava bêbado nessa altura.

Ninguém percebeu porque é que ele fez aquilo. O jogador desculpou-se dizendo que as perguntas do detective eram muito dificeis e o baralharam.

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retrato de vch

vampire dark ages

Tinha um jogador no grupo que era um autentico troll....

Uma certa noite os jogadores resolveram assaltar a casa da ervanaria, arrombando a porta. O troll ficou de guarda para ver se vinha alguem

Eu: Começas a ouvir passos, e quando olhas para a esquina da casa, aparece um guarda do castelo que olha para a porta no chao e pergunta: "O que se passa aqui?"

Troll: Eu apanho a porta do chão, coloco-a no sitio e digo "Não se passa nada!"

 

Noutra noite, o grupo estava à porta de um moinho de água onde estava barricado um mágico, e o troll não conseguia acreditar que a única maneira de entrar era pela porta. Depois de 10 minutos de discussão....

Troll: Epah tem de haver outra maneira de entrar. Atiro-me à agua para ver se não existe nenhuma entrada secreta debaixo de água

Eu: Levas com uma pá na cabeça e morres afogado....


retrato de Sgrovi

Muito Recentemente

Muito Recentemente numa sessão de Warhammer Fantasy tinhamos de salvar(raptar) um bébé do cimo de um edificio fortemente guardado para o devolver a mãe que era uma priest.

A solução da party, à qual eu me opus violentamente não sei bem porque, foi amarrar uma corda a volta do pequeno e atirá-lo pela janela para o troll slayer dwarf que aguardava fora dos muros. Escusado será de dizer que o mestre de jogo já estava a esfregar as mãos ...


Isso parece-me uma solução perfeitamente brilhante!

O que leva à pergunta e conseguiu?

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retrato de Sgrovi

Mais ou menos

Digamos que consegui explicar que um bébé é uma coisa frágil e que os guardas que estavam a patrulhar as muralhas provavelmente iriam dar por isso. Decidimos ir pelas escadas então ...


retrato de meninobesta

werewolf

Houve uma sessão de werewolf em que participei onde a maior parte do pessoal era novo em RPGs e as personagens (incluindo a minha) eram bastante fraquinhas a nivel de pancadaria...

penso que a aventura era uma introdutória  que vinha no GM Screen ou whatever...

o nosso objectivo era ir recuperar uma caveira em cristal de um lobo que estava num expositor de um museu...

mais voltas menos voltas desatamos à pancadaria com os guardas do museu que afinal eram fomori ... foi a pior/mais engraçada luta da minha vida pois não só tinhamos personagens pouco bélicas (e só o descobrimos tarde de mais) como os deuses dos dados estavam particularmente zangados connosco! :D

após umas horinhas de pancadaria à moda antiga todos esfarrapados e com um dos nossos lobisomens morto numa das salas... fomos então à sala principal buscar a caveira de cristal! mas ir lá busca-la era simples demais ... um dos jogadores decidiu fazer um final grandioso para um grupo de aventureiros tão trapalhões!

decidiu fazer as coisas em grande... isto é saltar para cima da vintrine e partir os vidros ... "porque é que me hei-de preocupar com uns vidros partidos se sou um lobisomem de 300 kilos" a que toda a  gente responde com a tipica mão na testa e revirar de olhos ... e o GM remata: "tu sabias que o cristal parte-se? certo?"

e pronto ... foi a ultima aventura daquele gang ... 

:D

___________________________

Yaaaa Phtagnn!!


retrato de neonaeon

Pendragon

GM (eu): À medida que se aproximam vão-se apercebendo que é o acampamento de um exército saxão bastante grande, provavelmente várias centenas de guerreiros. O que querem fazer.

4 Jogadores em uníssono (cada um controlando um cavaleiro e um escudeiro): Carregamos contra eles!

P.S. - Fui um GM muito, mas mesmo muito bonzinho dessa vez.


O que é que aconteceu

O que é que aconteceu depois? conseguiram aleijar alguém? escaparam com vida? morreram em nome dos seus ideais rodeados pelos corpos sangrentos e decepados dos seus inimigos?

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retrato de Rui

Tenho outra :-)

Desta vez o jogador era eu. :-)

Party de D&D 3.0, eu estava a jogar um halfling ex-jogador de Blood Bowl; a missão envolvia (acho eu) perseguir um ranger renegado, ou algo do género.

Na floresta, passamos por uma aldeia de goblins; toda a gente se esconde, menos o valente ex-Blood Bowler, que carrega energeticamente SOZINHO sobre a aldeia.

Só a meio do caminho, já fazendo inveja às almofadas de alfinetes tal era a carrada de flechas espetadas no bucho, é que me apercebi do erro do meu caminho.

Na aldeia, acabei por matar o chefe goblin à cabeçada.

--~~--

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Rui escreveu: Na aldeia,

Rui escreveu:

Na aldeia, acabei por matar o chefe goblin à cabeçada.

Parece-me o fim mais merecedor dessa acção hehe.

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retrato de The_Watcher

Porta na party inteira!

Esta aconteceu-me há pouco tempo, e só agora me lembrei dela. Sem dúvida apeteceu-me mandar 1 porta a cada jogador.

Vampire: the Requiem, party multi-clan, multi-covenant é chamada à presença de um elder que quer falar com eles, mas o elder disse apenas que estava no Hospital. Eles chegam e decidem esperar no parque de estacionamento. Pensei que tinha de despachar isto, por isso fiz com que um deles recebesse 1 sms a dizer para entrarem pelas urgências. Eles vão para lá e descrevo que o único sitio onde podiam ir era para uma porta guardada por 1 segurança. Sala pouco cheia, algum movimento, um segurança. Eles decidem esperar que alguém lhes diga qualquer coisa. Nada acontece, eu sugiro que vão perguntar por ali. Perguntam pelo nome do elder, as enfermeiras não o conhecem. Passam minutos em que eles não sabem o que fazer, eu dou mais uma abébia: uma enfermeira vem trazer um envelope com uma mensagem: "Já entravam, não?" Não conseguem seguir a enfermeira e lá se convencem que têm de passar pelo guarda e entrar sem autorização para o bloco médico. Um diz que saca da faca e quer atacar o guarda, os outros saltam-lhe em cima. Grande discussão acerca de estar farto de esperar, lá o convencem que entrar a cortar não é a maneira ideal. Um dos personagens com isto decide que não quer ter nada a ver com aquilo e volta para o carro.  O pouco que falam com o guarda (que não estava a fazer mais nada e até era fácil de conversar com ele) só descobrem que só alguém autorizado pode passar. O Ventrue lá se decide a "convencer" o guarda a ir-se embora, e ele vai. Eles não entram. Porta completamente livre e sem guardas. Não entram. Ninguém lhes ia dizer nada. Pronto, decido dizer que um novo guarda chega, estão de novo na estaca zero (bem feita!). As duas personagens que não tinham jeito nenhum para isto decidem meter mãos á obra, enquanto os que tinham inteligência para facilmente entrar por ali a dentro fogem da cena, com medo que aconteça mais porcaria. Com uma leve distracção dum dos que fugiu, lá conseguem entrar e em 5 minutos encontram o gabinete e falam com o elder, que se mostra muito divertido com o que acabou de ver.

Ah, esqueci-me de vos dizer quanto tempo de jogo esta simples situação ocupou: uma hora. Sim, tiveram uma hora para passar por uma porta, e mesmo assim não passaram todos, só as duas personagens que tinham menos jeito para falar com o elder. Talvez isto se compreende-se se fosse uma das sessões do inicio de uma party de novatos, mas não era o caso.

"Sai uma rodada de portas na cara para a mesa do canto!"


Light allows us to see, Darkness forces us to create...

 


Realmente, raio de

Realmente, raio de jogadores!

:p


retrato de ricmadeira

Estou do vosso lado, eheh.

Estou do vosso lado, eheh. Raio mas é de GM, LOL. ;) Diz que tem pressa para chegar à cena, ah e tal, mas depois anda para ali a pisar ovos, ah e tal, e coloca obstáculos no caminho que obviamente os jogadores não podem saber se são mesmo tão fáceis como parecem, ah e tal? Eheh. ;)

Um "fade-out, fade-in"? Ou em vez das inúmeras setinhas luminosas In-Character que falharam uma e outra vez, uma simples, clara e directa benção Out-Of-Character do GM para que continuem em direcção ao que importa e que desta vez não é um ranhoso guarda mortal mal-pago e em part-time que precisa de preocupar os nossos vampiros com super-poderes. :-)

(Melhor) scene-framing e/ou comunicação 4 da win!


GMs

Sim, já era tempo de alguém começar a dizer algumas de GMs, aqui.

Tragedy is whem I prick my finger, comedy is when you fall down a hole and die.

- Mel Brooks -


retrato de The_Watcher

Agradeço as dicas para

Agradeço as dicas para fazer as coisas correrem melhor, mas fiz a cena exactamente como queria. Sim originalmente era para ser uma cena rápida, mas quando vi a falta de jeito que a party estava a mostrar, decidi ver até onde é que iria. OK, se calhar até mereço uma porta na cara também, mas naquela sessão tinha visto jogadores pouquíssimo preocupados com o que se passava à sua volta, que não tomavam qualquer iniciativa, e que esperavam que eu dé-se a solução para tudo. Eu não dei ajuda nenhuma de propósito, para testar a esperteza deles e lhes tentar desenferrujar o cérebro. Eu não dou ajudas out-of-game porque sei que mais tarde ou mais cedo os jogadores ficam preguiçosos, prefiro meter-lhes pequenos desafios fáceis de ultrapassar. Esta porta era um deles, e claramente se viu que algo estava mal.

É certo que um GM tem de manter as coisas interessantes para que os jogadores não se distraiam, e eu tenho isso sempre em mente. Tenho sempre todos os canais de comunicação abertos, e tento que os jogadores também. Infelizmente vejo muita falta de comunicação porque no entender dos jogadores as PCs deles não têm que partilhar informação com os outros. Por mais que eu faça (e acreditem que tentei de tudo) isto tá sempre a acontecer, e plot hooks que facilmente seriam resolvidos transformam-se em segredos privados ou notas de rodapé. Por isso não é de estranhar que uma simples porta possa por um obstáculo tão grande a um grupo de jogadores, que no fundo não sabem jogar juntos nem o querem fazer.


Light allows us to see, Darkness forces us to create...

 


retrato de ricmadeira

Ora, não te preocupes;

Ora, não te preocupes; estava só a brincar contigo, eheh, e a mostrar que costuma haver duas faces para cada moeda. ;)